terça-feira, 19 de julho de 2011

A cultura do Brasil é o Brasil do futebol

Como a prática de qualquer esporte é capaz de influenciar na formação cultural, política e intelectual da sociedade.

Garotos com nome de jogador de futebol, adultos apaixonados por álbuns de figurinhas sobre o assunto, filmes e livros que relembram trajetórias de mitos do esporte mundial. Até que ponto vai a inter-relação entre as atividades esportivas e a cultura de uma nação? Como o futebol é capaz de interferir na formação social e intelectual no Brasil?

As histórias do vendedor André Augusto de Almeida, de 32 anos, e do publicitário Felipe Bores, de 26, ilustram bem esta febre. Estes "marmanjos" são verdadeiros fanáticos pelo futebol e expressam esta paixão de uma maneira inusitada. Eles são colecionadores de camisas de futebol. Juntos, possuem cerca de 600 exemplares. "O que me motiva a cada dia é comprar novos itens, é a vontade de ter uma coisa que eu não vou ver mais ninguém usando", afirma Almeida.

O casamento também faz uma tabela na música. Júnior, ex-jogador do Flamengo e agora comentarista de TV, tentou transferir o sucesso do gramado para o timbre nos microfones. Em 1982, antes da Copa do Mundo da Espanha, ele gravou "Voa Canarinho", que embalou o futebol-arte da época. "Todo jogador gostaria de ser um pouco cantor, e todo cantor gostaria de ser um pouco jogador de futebol", diz Júnior.

Bem entrosado, o assunto não poderia faltar à literatura. A produção de obras com enfoque no esporte surgiu em larga escala a partir do fim da década de 1990. Bom exemplo disso é o livro "Estrela Solitária: um Brasileiro Chamado Garrincha", de Ruy Castro, que conta a trajetória vitoriosa da carreira de Garrincha, uma lenda do futebol brasileiro, e seus deslizes.

Depois do boom da Internet, os blogs se tornaram uma ferramenta agradável para qualquer pessoa criticar, elogiar, sugerir, opinar sobre os mais diversos assuntos. Para José Maria de Aquino, jornalista e blogueiro, a tendência é o internauta peneirar os links de acordo com a qualidade.

Estas manifestações culturais demonstram o quanto o esporte está embutido no dia-a-dia das pessoas, desde os gestos mais simples. Seja em filmes, músicas, coleções, livros ou blogs, o esporte (e principalmente o futebol) ganha terreno na formação social do brasileiro e influencia a cultura de todo o país.

Link para essa reportagem: http://www.abril.com.br/esporte-futebol-cultura/

Dia do Futebol

Pouca gente sabe, mas hoje, dia 19 de julho é quando comemoramos o Dia do Futebol no país. E não falamos do início da história do futebol nacional sem falar em um quase inglês que introduziu o esporte em nosso solo. Esporte repleto de títulos (cinco, somente em Copas do Mundo) e considerável número de craques conhecidos no mundo todo. O quase inglês era Charles Miller, nascido no Brás, em São Paulo, descendente de ingleses e escoceses. Aos 9 anos seguiu para a Inglaterra com a finalidade de estudar. Lá, aprendeu – e bem – a jogar futebol. Nos jogos oficiais de seu colégio. Charles era um artilheiro implacável. Marcou 41 gols em 25 partidas. “Nosso melhor atacante. Drible maravilhosamente rápido e chute brilhante. Marca gols com grande eficiência”, registrou na época o jornal da escola A história do futebol no país começou quando Charles Miller trouxe da Inglaterra a primeira bola, em 1894, prosseguiu através dos anos para tornar o Brasil verdadeiramente o país do futebol. O primeiro jogo de futebol no Brasil foi realizados em 15 de abril de 1895 entre funcionários de empresas inglesas que atuavam em São Paulo. Os funcionários também eram de origem inglesa. Este jogo foi entre FUNCIONÁRIOS DA COMPANHIA DE GÁS x CIA. FERROVIARIA SÃO PAULO RAILWAY. No início, o futebol era praticado apenas por pessoas da elite, sendo vedada a participação de negros em times de futebol (o Vasco da Gama foi um dos pioneiros na luta contra o racismo no futebol). Em 1950, a Copa do Mundo foi realizada no Brasil, sendo que a seleção brasileira perdeu o título, em pleno Maracanã, para a seleção Uruguaia (Uruguai 2 x Brasil 1). Apenas em 1958 conquistamos nossa primeira Copa e em 2014, a Copa do Mundo de Futebol será realizada novamente no Brasil. Porquê dessa data? O dia 19 de julho foi escolhidos pela CBF em homenagem ao primeiros clube de futebol do país, o Sport Clube Rio Grande, da cidade de Rio Grande-RS, fundado em 19 de julho de 1900. Grandes clubes do atual futebol brasileiro foram fundados antes, mas não nasceram como clubes de futebol especificamente. A título de curiosidade, o time da Ponte Preta foi criado 23 dias depois, em 03 de agosto de 1900.
 

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Balé nacional de Cuba


O Balé Nacional de Cuba fará uma turnê pelo Brasil em julho para apresentar pela primeira vez fora de Havana A Lenda da Água Grande, uma versão sobre a história guarani da origem das cataratas do Iguaçu.  A famosa companhia cubana de balé realizará entre os dias 19 e 30 de julho duas apresentações em Brasília, três em Salvador e cinco em São Paulo – e em cada cidade oferecerá um espetáculo de forma gratuita. As outras apresentações terão ingressos entre R$ 15 e R$ 30, valor muito inferior ao de espetáculos similares no país.
‘A Lenda da Água Grande’ é primeira adaptação de peça que não é clássica
“É a primeira vez que o Balé Nacional de Cuba apresenta uma adaptação de uma peça que não é clássica e a primeira vez que essa coreografia é apresentada fora de Cuba”, disse à Agência Efe um porta-voz da Cooperativa Cultural Brasileira, organizadora da turnê.
Segundo a Cooperativa Cultural Brasileira, a versão da lenda sobre as cataratas do Iguaçu é uma homenagem de Cuba à cultura dos índios guaranis, que vivem em reservas espalhadas por Brasil, Argentina e Paraguai. A Lenda da Água Grande é um balé de dois atos que foi apresentado pela primeira vez ao público cubano em maio do ano passado no Grande Teatro de Havana.
As primeiras negociações previam a estreia internacional da obra em Foz do Iguaçu, na fronteira com Argentina e Paraguai, que compartilha as cataratas com a cidade argentina de Puerto Iguazú. No entanto, essa apresentação foi excluída da turnê por falta de incentivos.
Com coreografia de Eduardo Blanco e música de Miguel Núñez, o balé narra o amor entre o guerreiro Tarobá e a índia Naipí, destinada a ser sacrificada a Mboi Tui, um monstro da mitologia guarani ao qual é atribuído o surgimento das cataratas devido a seu esforço para quebrar uma rocha gigantesca.
A versão cubana da lenda foi montada sob a coordenação de Alicia Alonso, renomada diretora e primeira dançarina do Balé Nacional de Cuba.
“O espetáculo obteve uma excelente receptividade. É um olhar de Cuba sobre uma lenda brasileira, algo muito diferente do que o Balé costuma apresentar”, declarou Marilia de Lima, diretora da Cooperativa Cultural Brasileira.
Marilia acrescentou que “se trata de uma renovação no balé” e que com esta obra “Alicia Alonso demonstrou, mais uma vez, ser uma mulher extraordinária”.

domingo, 17 de julho de 2011

6º Encontro de Inclusão Visual

Exposição dos fotógrafos André Cypriano, Flavio Damm, Giancarlo Mecarelli, Irmãos Vargas, Nair Benedicto, Leonardo Aversa, Walter Carvalho, Anna Kahn, Laurent Auxietre, Antônio Biasiucci, Fulvio Roiter, Lou Embo, Tadeu Vilani, Lorena Guillien Vaschetti


6º Encontro de Inclusão Visual
Projeção de vídeos do Foto In Cena e do Foto Cine
Conferência: “Não Desisto de Mim” com Nair Benedicto
Centro Cultural Correios e FOTORIO 2011 -

Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro realizam de 7 de junho a 17 de julho de 2011 um dos mais importantes eventos da fotografia contemporânea. O público carioca terá a oportunidade de conhecer e participar de extensa programação: exposição de fotógrafos brasileiros e estrangeiros, 6º Encontro de Inclusão Visual, conferência de Nair Benedicto e projeções de vídeos do Foto In Cena e do Cine Foto. Curadoria de Milton Guran. Centro Cultural Correios, Rua Visconde de Itaboraí, 20.
Centro. Tel. : 2253-1580.
EXPOSIÇÕES – de 7 de junho a 17 de julho de 2011
Ilha, de André Cypriano – Apresenta retratos de pessoas no estado máximo de relaxamento na vida cotidiana da Ilha Grande, litoral Rio de Janeiro.
Vejam o Que Vi, de Flavio Damm
- Fotografa exclusivamente com câmeras Leica, analógicas, em preto-e-branco, 35mm, usando luz ambiente.Sua fotografia persegue uma linha de trabalho desvinculada da reportagem, registrando cenas de gente em suas atitudes mais singelas, vendo-as de forma respeitosa, bem humorada e absolutamente impessoal.
fragmentos, A Cidade Anunciada, de Walter Carvalho
– Tem como conceito a representação de um objeto que foi retirado do seu habitat para ser fotografado e recriado no ambiente da exposição, acompanhado dos registros fotográficos dessa ação criadora.
Labirinto “Na Parede da Memória”, ensaio de Nair Benedicto
. Brincando com as palavras, com muitas fotos e letras de músicas,”Na Parede de Memória” é uma reflexão sobre os acontecimentos no período da ditadura militar no Brasil.
O Seu Retrato é Meu, o Meu Retrato é Seu, de Leonardo Aversa
– retratos de personalidades marcantes da música brasileira contemporânea produzido para o jornal O Globo nos últimos 5 anos.
Estúdio de Arte Irmãos Vargas – a fotografia de Arequipa,
Peru, 1912/1930, organizada pela Pinacoteca do Estado de São Paulo, apresentada primeiramente naquele museu de setembro a novembro de 2010, retrata a vida cotidiana de uma época de ouro da fotografia peruana.
Remota Etiópia
, de Laurent Auxietre – Estas imagens da Etiópia evocam alguns dos problemas cruciais que a África enfrenta nos dias de hoje: o deslocamento de populações, a busca incessante de alimento, os conflitos étnicos e as lutas fratricidas com armas modernas. Os retratos de Laurent Auxietre revelam a dimensão humana da terra de origem de Lucy, o mais antigo fóssil humano de que se tem notícia, mas testemunham também a qualidade do encontro, a cumplicidade e o respeito que se criaram entre esse fotógrafo parisiense e seus modelos.
Pourquoi faut-il toujours que ça ait un sens?, de Anna Kahn
– A inspiração está no confronto de várias idéias filosóficas e científicas sobre a dor. A dor e o seu contrário. A instalação retrata a experiência de viver um grave problema na coluna vertebral e o risco de paralisia.
EXPOSIÇÕES DA ITÁLIA -
País homenageado pelo FOTORIO 2011

O Brasil de Fulvio Roiter
– Considerado o maior fotógrafo italiano vivo, percorreu o Brasil de Norte a Sul a convite do então presidente Juscelino Kubitscheck, e é esse trabalho, acrescido de imagens da Amazônia feitas posteriormente, que compõe essa mostra de 50 fotografias em preto-e-branco e em cores.
Impressões de Viagem, de Lou Embo
Foi na companhia de Fulvio Roiter que a fotógrafa belga Lou Embo descobriu o Brasil. Autora de diversos livros sobre ilhas e crianças, ela recolheu, com um olhar atento e generoso, momentos que são memória e testemunho de uma relação de afeto com a vida.
Muitos, de Antonio Biasiucci
- Um dos mais expressivos autores fotográficos no campo da arte contemporânea européia. Seu trabalho representa situações essenciais ou aspectos fundamentais da condição humana. Nesta instalação, que compreende um conjunto de oito imagens de grande formato, o tema é o entrelaçamento das diversas etnias africanas com o universo cultural europeu, e suas conseqüências, apresentado de forma a ser entendido como universal.
Dopo l’Alba – Depois do Amanhecer, de Tadeu Vilani
– Apresenta 30 fotografias e um vídeo de cinco minutos, em projeção contínua, sobre imigração italiana no Rio Grande do Sul, com ênfase nos costumes e na arquitetura.
Beleza Afro-Brasileira, de Giancarlo Mecarelli –
O conceito desta nova exposição teve seu foco na beleza da mulher afro-brasileira. Essa percepção estética é materializada a partir de retratos de mulheres negras que fazem trabalhos cotidianos diversos e que posaram pela primeira vez para um fotógrafo profissional. A beleza que transparece nas fotos documenta a força e a expressividade dessas mulheres.
Histórias, Memórias e Segredos de Família, de Lorena Guillién Vaschetti
- Instalação é composta de um vídeo, com som, feito a partir de diapositivos relativos à vida da autora, refletindo sobre a trajetória de sua família no processo de imigração da Itália para Buenos Aires, conjugando dois grupos de fotos: os diapositivos familiares feitos pelo seu próprio pai há mais de trinta anos e fotos produzidas por ela mesma.
IEV – 6º Encontro sobre Inclusão Visual do Rio de Janeiro – De 7 a 10 de junho de 2011
O Encontro sobre Inclusão Visual
do Rio de Janeiro divulga e promove o intercâmbio de ações dos projetos que trabalham com a fotografia e o vídeo como instrumento de alfabetização visual e inclusão social. Com as apresentações e os debates realizados, coordenados por Simone Rodrigues, o evento já se tornou uma tradição do fotorio e tem contribuído para dar visibilidade às estratégias e realizações desses grupos que fazem da prática fotográfica um caminho para o exercício da cidadania. As atividades incluem apresentações, projeções de fotos e vídeos e debates que acontecerão entre 9h e 18h.
Conferência – Dia 20 de junho, às 19h
“Não Desisto de Mim”, com a fotógrafa Nair Benedicto
Projeção de Vídeos
Foto em Cena, direção Débora 70
FotoCine, A Fotografia no Cinema, organização Andreas Valentin
Encontro de Bamako, Laura Serani e Michket Krifa
China Hoje, Angela Magalhães, Michael Ende e Nadja Peregrino
O QUE É O FOTORIO?
O FOTORIO – Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro tem como objetivo valorizar a fotografia como bem cultural, dando visibilidade aos grandes acervos e coleções públicas e privadas e à produção fotográfica contemporânea brasileira e estrangeira, através de exposições, projeções e intervenções urbanas, cursos, seminários, oficinas, mesas-redondas, palestras e conferências. A intenção é destacar, através de um evento de porte internacional, a importância da fotografia na comunicação e na vida social contemporânea. O evento é bienal, acontecendo nos meses de maio, junho e julho desde 2003. Em 2011 realiza sua quinta edição.

O FOTORIO é um movimento de fotógrafos que atua como agente aglutinador, estimulando a exposição e discussão de trabalhos históricos e contemporâneos da fotografia brasileira e internacional. Pretende ser um espaço de promoção de cultura visual, que resgata o papel de vanguarda da cidade do Rio de Janeiro como referência da fotografia no continente.

No plano internacional, o FOTORIO já nasceu integrado ao Festival da Luz, rede criada por fotógrafos, colecionadores e estudiosos da fotografia em todo o mundo. Atualmente, o Festival da Luz conta com dezenas de eventos espalhados pelas principais cidades do mundo, entre as quais Mois de la Photo (Paris – França), Fotofest (Houston – USA), Encuentros Abiertos de Fotografia (Buenos Aires – Argentina), PhotoEspaña (Madrid – Espanha), Fotoseptiembre (México) e Fototage Herten (Colônia – Alemanha).
Serviço:
CENTRO CULTURAL CORREIOS / FOTORIO 2011
Exposição dos fotógrafos André Cypriano, Flavio Damm, Giancarlo Mecarelli, Irmãos Vargas, Nair Benedicto, Leonardo Aversa , Walter Carvalho, Anna Kahn, Laurent Auxietre, Antônio Biasiucci, Fulvio Roiter, Lou Embo, Tadeu Vilani, Lorena Guillien Vaschetti.
Conferência: “Não Desisto de Mim”, com a fotógrafa Nair Benedicto, dia 20 de junho, às 19h,
6º Encontro de Inclusão Visual – De 7 a 10 de junho
Projeção de Vídeos – Foto In Cena e Cine Foto
Curadoria da exposição: Milton Guran
Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro. Telefone: (21) 2253-1580
Inauguração: dia 6 de junho (para convidados)
Visitação: de 7 de junho a 17 de julho de 2011. Entrada franca
Horário de funcionamento: de 3ª a domingo das 12 às 19h

sábado, 16 de julho de 2011

Política cultural para a infância



Para promover atividades culturais e artísticas voltadas para crianças, o Ministério da Cultura deve lançar em outubro uma política para a infância, disse a secretária de Cidadania Cultural do órgão, Marta Porto, durante o 1º Encontro Nacional de Cultura e Infância, no Rio. O evento integra o Festival Internacional de Linguagens (Fil).
Segundo a secretária, a política definirá parâmetros para atividades abrangentes e inovadoras, que incentivem a “fruição estética”. “Queremos incluir a cultura no dia a dia das crianças. Isso é uma coisa muito frágil”, declarou. De acordo com Mara Porto, a política tem o intuito de ampliar o repertório cultural da população, muitas vezes, restrito às festas populares de cada localidade.

Ao orientar estados e municípios, a política também deve incentivar a formação de produtores e o desenvolvimento de novas linguagens para as crianças e suas famílias. A secretária explica que para isso devem ser aproveitadas experiências bem sucedidas como a da Fundação Bienal, em São Paulo, que poderá ser reproduzida em escolas ou em municípios menores.

“Como trabalhar uma exposição artística? Como transformar quadros em ação de desenvolvimento cultural para crianças que não têm aquela fundação ali perto? Temos que elaborar uma política que não seja só focada nos criadores, mas também na população”, afirmou.

Durante o Encontro de Cultura e Infância, que promoverá rodas de discussão até a quinta-feira (14), especialistas e artistas também defenderam a expansão da programação cultural para o público infanto-juvenil e suas famílias.

A presidenta da associação Midiativa, a jornalista Beth Carmona, falou sobre a necessidade de mais capacitação em novas mídias.

“Essa é uma geração capaz de fazer multitarefas, da internet, de games, de muita agilidade. Temos que nos preparar no universo digital para atendê-los”, disse Beth, que por mais de dez anos dirigiu canais de televisão com programação para crianças e adolescentes. “A TV ficou pequena, eles estão todos conectados. Mas percebo que falta quem pense produtos audiovisuais adequados.”

Ao falar sobre o impacto da arte sobre crianças que estão em tratamento em hospitais, o fundador e coordenador da organização não governamental Doutores da Alegria, Wellington Nogueira, também destacou o potencial de bem-estar e de confraternização que a arte pode proporcionar. Para ele, é fundamental ampliar os espaços de apresentações artísticas e culturais.

As propostas discutidas para a infância durante o encontro serão compiladas pelos participantes e devem integrar a política nacional. Um documento está sendo elaborado pelo Ministério da Cultura em conjunto com a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. A iniciativa tem apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Exposição reúne manuscritos importantes

Entre as raridades exibidas está um testamento de 1707

As diversas formas de escrita e sua importância ao longo da história estão expostas na mostra virtual "Manuscritos na História", do Arquivo Público do Estado de São Paulo. Ao todo, 145 documentos foram digitalizados para mostrar as mudanças pelas quais os manuscritos passaram ao longo do tempo no país, além de reunir um conteúdo pedagógico próprio para ser explorado em sala de aula.

Esta é a sétima exposição virtual promovida pelo Arquivo Público e está disponibilizada na internet desde o dia 21 de maio. Em menos de dois meses, mais de 11,5 mil acessos já foram feitos.

“Queríamos dar visibilidade ao material do arquivo, mas voltada ao professores do ensino médio e do ensino fundamental e para o leigo. Queríamos atingir um público mais amplo e que pudesse usar o material e a documentação para aprimorar as aulas e torná-las mais agradáveis”, destacou Lauro Ávila Pereira, diretor do Departamento de Preservação e Difusão do Acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo.

Raridades online
Mas a exposição não chama a atenção somente para os professores ou alunos: os curiosos poderão encontrar no site, por exemplo, um testamento de 1707 e até um poema escrito à mão por Machado de Assis, chamado "Círculo Vicioso". “O objetivo da exposição é falar das características desses documentos ao longo do tempo”, destacou o diretor. Uma das ideias com a exposição é também mostrar que a linguagem manuscrita continua presente na sociedade atual, apesar da intensa produção digital.

“Por mais que estejamos vivendo um período de transição entre o analógico e o digital e as novas gerações se utilizem do digital com maior desenvoltura pode demorar décadas até isso ser hegemônico”, afirmou ele, em entrevista à Agência Brasil.

A escolha de uma exposição virtual para mostrar a importância desses documentos manuscritos na história do país, se deveu, em parte, ao fato do prédio do Arquivo do Estado estar em obras. “Está sendo construído um prédio novo no Arquivo do Estado, com uma área de armazenagem grande e com espaço pré-expositivo e que ficará pronto no final deste ano”, disse ele.

Pereira destacou também o caráter universal da rede mundial de computadores como um dos motivos da escolha desse canal. “A função principal de uma instituição pública é dar acesso ao público do que ela tem sob sua guarda. E hoje, o canal mais dinâmico para isso é o virtual, a internet. As pessoas veem pela internet e ficam curiosas em conhecer a instituição”, disse.

 Abaixo um exemplo dos documentos que se encontram na exposição.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

13 de julho - Dia Internacional do Rock!

Mas porque 13 de julho? Foi no dia 13 de julho de 1985 que um cara chamado Bob Geldof, vocalista da banda BoomtoMas porque 13 de julho? Foi no dia 13 de julho de 1985 que um cara chamado Bob Geldof, vocalista da banda Boomtown Rats, organizou aquele que foi sem dúvida o maior show de rock da Terra, o Live Aid - uma perfeita combinação de artistas lendários da história da pop music e do rock mundial.

Além de contar com nomes de peso da música internacional, o Live Aid tinha um teor mais elevado, que era a tentativa nobre de conseguir fundos para que a miséria e a fome na África pudessem ser pelo menos minimizadas. Dois shows foram realizados, sendo um no lendário Wembley Stadium de Londres (Inglaterra) e outro no não menos lendário JFK Stadium na Filadélfia (EUA).
Os shows traziam um elenco de megastars, como Paul McCartney, The Who, Elton John, Boomtown Rats, Adam Ant, Ultravox, Elvis Costello, Black Sabbath, Run DMC, Sting, Brian Adams, U2, Dire Straits, David Bowie, The Pretenders, The Who, Santana, Madona, Eric Clapton, Led Zeppelin, Duran Duran, Bob Dylan, Lionel Ritchie, Rolling Stones, Queen, The Cars, The Four Tops, Beach Boys, entre outros, alcançando uma audiência pela TV de cerca de 2 bilhões de telespectadores em todo o planeta, em cerca de 140 países. Ao contrário do festival Woodstock (tanto o 1 como o 2), o Live Aid conseguiu tocar não somente os bolsos e as mentes das pessoas, mas também os corações.


Pete Towshend (The Who)

No show da Filadélfia, Joan Baez abriu o evento executando "Amazing Grace", com cerca de 101 mil pessoas cantando em coro o trecho "eu estava perdido e agora me encontrei, eu estava cego e agora consigo ver". Este show marcou também a única reunião dos três sobreviventes da banda Led Zeppelin, Robert Plant, Jimmy Page e John Paul Jones, com a presença ilustre de Phil Collins na bateria.

No final deste show, Mick Jagger e Tina Turner juntos, cantando "State of Shock" e "It's Only Rock and Roll", com Daryl Hall, John Oates e os ex-integrantes dos Temptations, David Ruffin e Eddie Kendrichs fazendo os backing vocals. Foi realmente um momento único na história do ROCK!


Paul McCartney & Elton John

O Live Aid conseguiu em 16 horas de show acumular cerca de 100 milhões de dólares, totalmente destinados ao povo faminto e miserável da África. Isso é a cara do ROCK AND ROLL!

ATITUDE!!!


Robert Plant & Jimmi Page (Led Zeppelin)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

FESTIVAL PAULÍNIA DE CINEMA: UMA HISTÓRIA DE SUCESSO

Em 2005, a Secretaria de Cultura de Paulínia começou uma revolução na área cultural da cidade. Foi o ano em que começou a se desenhar o Polo Cinematográfico de Paulínia e teve início a construção do Theatro Municipal de Paulínia.

Em 2008, com o desenvolvimento do Polo e os primeiros filmes sendo rodados na cidade, era natural que a Secretaria criasse uma janela para exibir as produções rodadas ali, criando um espaço para o encontro e a troca de experiências entre os agentes do Polo, produtores e diretores. Profissionais que ainda não conheciam o Polo passaram a ver nele as oportunidades para seus novos projetos. Nascia o primeiro Paulínia Festival de Cinema.

Em 2009, a nova administração na Prefeitura de Paulínia e em sua Secretaria de Cultura apostou na continuidade de todos os projetos. Foram construídos cinco estúdios com escritórios, incluindo um estúdio de animação, para atender ainda melhor os produtores e diretores que vêm filmar em Paulínia. Assim, mais de um filme começou a ser rodado ao mesmo tempo, garantindo-se equipe e estrutura eficientes para todos.

A nova estrutura englobava ainda um departamento de Film Commission, responsável por atrair novos projetos ao Polo; o Espaço Cultura (escola de formação profissional); e o Theatro Municipal de Paulínia. Em 2011, o Polo é uma realidade consolidada, que gera centenas de empregos e movimenta milhões de reais na cidade.
Um festival que veio para ficar 

Em seu primeiro ano, em 2008, o  Paulínia Festival de Cinema consagrou o filme de terror “Encarnação do Demônio”, de José Mojica Marins, o Zé do Caixão. Selton Mello também saiu consagrado com seu primeiro longa-metragem como diretor, “Feliz Natal”. Darlene Glória, diva dos anos 70, levou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante. Cláudia Abreu e Ângelo Paes Leme foram premiados por sua atuação em “Os Desafinados”, de Walter Lima Jr. Entre os documentários, o grande vencedor (pelo júri e pelo público) foi “Simonal, Ninguém Sabe o Duro que Dei”, de Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal. 
Elenco de "5X Favela" - Melhor Longa-Metragem por voto do Júri Popular em 2010 
Contando novas Histórias

Em 2009, o Paulínia Festival de Cinema teve um maior número de inscritos nas categorias longa e curta-metragem. O thriller “Olhos Azuis”, de José Jofilly, saiu consagrado com seis prêmios, entre eles os de melhor filme, roteiro, ator coadjuvante (Irandhir Santos) e atriz coadjuvante (Cristina Lago). “O Contador de Histórias”, comovente filme de Luiz Villaça estrelado pela portuguesa Maria de Medeiros, ficou com o Grande Prêmio do Júri. O prêmio de direção e o prêmio da crítica ficaram com o gaúcho “Antes que o Mundo Acabe”, de Ana Luiza Azevedo. O festival ainda exibiu o drama “Quanto Dura o Amor?”, de Roberto Moreira, sobre os conflitos amorosos de jovens em São Paulo. O documentário “Só Dez por Cento é Mentira”, ensaio livre sobre a vida do poeta Manoel de Barros, venceu o prêmio máximo da categoria.
A vez da favela

O Paulínia Festival de Cinema 2010 consagrou os cineastas das favelas do Rio com “5x Favela, agora por nós mesmos”, filme coletivo de Manaíra Carneiro, Wagner Novais, Rodrigo Felha, Cacau Amaral, Luciano Vidigal, Cadu Barcellos e Luciana Bezerra, num projeto idealizado por Cacá Diegues. O filme levou seis prêmios, entre eles os de melhor filme, roteiro e montagem. “Bróder”, filme de Jefferson De sobre três amigos no distrito do Capão Redondo, em São Paulo, ficou com o prêmio da crítica. Marcelo Serrado e Fernanda de Freitas consagraram-se melhores atores com o romance “Malu de Bicicleta”, dirigido por Flávio Tambellini. O documentário “Leite e Ferro”, de Claudia Priscila, foi escolhido o melhor documentário pelo júri. E um outro documentário entusiasmou o público, levando-o a aplaudir de pé por mais de cinco minutos: “Lixo Extraordinário”, de Lucy Walker, Karen Harley e João Jardim, depois indicado ao Oscar de melhor documentário. O filme ficou com o prêmio do público e um prêmio especial do júri.

Uma grande safra

Em 2011, de 7 a 14 de julho, o  Paulínia Festival de Cinema chega à sua quarta edição já reconhecido pelo público e pelos profissionais de cinema, reunindo em sua seleção alguns dos melhores filmes do ano. A abertura será com o aguardado “Corações Sujos”, adaptação de Vicente Amorim para o livro de Fernando Morais sobre os nipo-brasileiros que não acreditavam na derrota do Japão na Segunda Guerra, com Du Moscovis no elenco. A competição inclui os novos filmes de Selton Mello como ator e diretor (“O Palhaço”, que tem ainda Paulo José); “Meu País”, primeiro longa de André Ristum, estrelado por Rodrigo Santoro, Débora Falabella e Cauã Reymond; “Onde Está a Felicidade?”, comédia de Carlos Alberto Riccelli com Bruna Lombardi; “A Febre do Rato”, novo filme do pernambucano Cláudio Assis, diretor de “Amarelo Manga”; “Os 3”, de Nando Olival, parceiro de Fernando Meirelles no filme “Domésticas”; e “Trabalhar Cansa”, de Marco Dutra e Juliana Rojas, selecionado para o Festival de Cannes.

Um grande ano para consolidar o  Paulínia Festival de Cinema como o festival de cinema mais importante do país.

terça-feira, 5 de julho de 2011

9ª Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP

A 9ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, ocorrerá entre os dias 6 e 10 de julho de 2011. Sob a curadoria de Manuel da Costa Pinto, a festa literária é realizada pela Associação Casa Azul.

Com a presença de autores mundialmente respeitados, como Julian Barnes, Don DeLillo, Eric Hobsbawm e Hanif Kureishi, a primeira Festa Literária Internacional de Paraty, realizada em 2003, inseriu o Brasil no circuito dos festivais internacionais de literatura. Ao longo de suas edições seguintes, a Flip ficou conhecida como um dos principais festivais literários do mundo, caracterizada não só pela qualidade dos autores convidados, mas também pelo entusiasmo do público e pela hospitalidade da cidade. Nos cinco dias de festa, a Flip realiza cerca de 200 eventos, que incluem debates, shows, exposições, oficinas, exibições de filmes e apresentações de escolas, entre outros, distribuídos em Flip . Programação Principal, Flip - Casa da Cultura, FlipZona e Flipinha. 

Flip - Programação Principal

Composta de uma conferência de abertura e 20 mesas que reúnem para uma conversa informal convidados dos mais variados horizontes (escritores, cineastas, quadrinistas, historiadores, jornalistas e artistas plásticos, entre outros), a programação principal da Flip é realizada na Tenda dos Autores, que possui um auditório com 850 lugares. Todos os eventos contam com tradução simultânea e são transmitidos na Tenda do Telão, com capacidade para 1.400 pessoas, e ao vivo, pela internet. 
Futura tenda dos autores

Flip - Casa da Cultura 

Programação paralela e complementar à principal, a Flip - Casa da Cultura ocorre na Casa da Cultura de Paraty e em outros locais da cidade. Definida pela curadoria da Flip, esta programação promove pré-estreias e exibições de filmes, leituras de peças teatrais, exposições e debates.

A casa que hospeda a Flip

A Flip é realizada pela Associação Casa Azul, uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) criada com o objetivo de contribuir para a resolução dos problemas de infraestrutura urbana de Paraty. Além de promover a literatura, potencializa transformações na cidade nas áreas de preservação do patrimônio, educação e infraestrutura urbana e constitui um veículo poderoso de mudanças profundas no modo pelo qual a população faz uso dos espaços públicos. 

Clique aqui para acessar a programação.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

XII Feira Nacional de Negócios do Artesanato

Mais de 80 mil pessoas já passaram pelo Centro de Convenções de Pernambuco nos três primeiros dias da XII Feira Nacional de Negócios do Artesanato, a Fenearte.

A programação segue até o próximo domingo (10), com mais de 800 espaços que oferecem música, gastronomia, moda, artesanato, cultura, entre outros numa área de 29 mil m². E a expectativa é de um público ainda maior, por causa do horário ampliado, das 10h às 22h, nos últimos três dias: estima-se que passem pelo local, ao total, 270 mil pessoas.

Já desta segunda (4) até a próxima quinta (7), a feira começa às 14h e vai até as 22h.

Para assistir aos shows não é preciso pagar nada além da entrada para visitação da feira, que custa R$ 6 (segunda a sexta) e R$ 8 (final de semana).

O destaque desta edição está sendo a Estação Cordel, novidade que ocupa uma área de 120 m² da exposição. No local, os visitantes podem conferir parte do acervo de Liêdo Maranhão, um dos maiores colecionadores de cultura popular do País. Também estão sendo oferecidas atividades interativas, como o monitor touch screen onde o público é convidado a montar um cordel virtual e enviar por email ou tirar fotos nas molduras com peças de cordel e personalizar suas páginas de redes sociais.

Confira a programação dos shows que acontecem até o domingo (10), na XII Fenearte

domingo, 3 de julho de 2011

As Portas da Percepção

As portas da percepção

Bom dia, nada como uma manhã nublada e fria de Sampa para animar a escrever.

Faz 40 anos da morte de Jim Morrison, vocalista da banda The Doors e um dos ícones do rock mundial. O nome da banda foi retirado pelos estudantes de cinema da UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles) Ray Manzarek, Robby Krieger e John Densmore e Jim Morrison (1943-1971) do título do livro de Aldous Huxley (1894-1963) que por sua vez o retirou de um verso do poema de William Blake (1757-1827):

Se as portas da percepção fossem abertas, tudo pareceria para o homem como realmente é: infinito

If the doors of perception were cleansed, everything would apear to man as it is: infinite

Nascia a banda The Doors que rapidamente alcançaria o sucesso. O jovem Jim, vocalista da banda, era diferente dos então já famosos Beatles, moços comportados de Liverpool que usavam terninhos e cabelos bem aparados, ou mesmo dos “velhos rockeiros” como Elvis Presley e Little Richard que cantavam o velho rock ainda com influência do gospel e do folk. Morrison era rebelde, atrevido, com cabelos desarrumados, algo totalmente fora do padrão american way of life and rebels.

Ele não era o rebelde bonitinho de como James Dean de Juventude Transviada, mas o que incomodava e realmente fugia dos padrões aceitáveis para a sociedade americana segregacionista da época. Que condenava os jovens que se rebelavam contra esse conservadorismo norte-americano e buscavam muitas vezes esse refúgio e expressão na música e nas drogas como a maconha e o LSD que davam paz de espírito e levavam seus usuários a viagens psicodélicas. Ora, o que foi Woodstock como o slogan faça amor, não faça guerra, se não uma reação ao rumo que o mundo ocidental estava tomando naquela época?

Arrisco-me a dizer que Morrison foi um dos poetas do rock , com letra belíssima em músicas como Touch (Eu te amarei até a chuva iniciar no paraíso, Eu te amarei até as estrelas cairem por mim e por você), Ele fez o rock a expressão de suas angústias e rebeldia e foi um dos precurssores do rock rebelde e transgressor. A minha geração conheceu Doors e Jim Morrison através de outros cantores que regravaram suas músicas como Break on Through e RoadHouse Blues por Pearl Jam do movimento Grunge na década de 1990. Através dele cheguei a Doors.

Após um show em Miami em que foi acusado de atos libidinosos e transgressores e só não ficou preso por pagar uma fiança de US$50 mil, Jim Morrison busca refúgio em Paris junto com sua namorada. Em uma dessas extravagâncias regada a alcool e a drogas Jim teve uma overdose e veio a falecer na banheira de seu apartamento no dia 03 de Julho de 1971.

Certa vez, Don Mackelean em American Pie (1971) escreveu o seguinte verso: O dia em que a música morreu (The day the music die) referindo-se ao acidente aéreo de 03 de Fevereiro de 1959 que vitimou Buddy Holly, Ritche Valens e The Big Popper, precursores do velho rock. Arrisco-me a afirmar que essa frase também se equipara, não ao dia, mas aos anos de 1970 e 1971 com a morte de Jimmy Hendrix (1942-1970) Jani Joplin (1943-1971) e Jim Morrison (1943-1971).

Morrison está enterrado no famoso cemitério Père-Lachaise onde estão enterrados personalidades como Balzac, Oscar Wilde, Marcel Proust, La Fontaine (cresci lendo fábulas dele), Delacroix, Modgliani, Chopin, Maria Callas,etc. Poderia haver lugar melhor para um poeta do rock ser enterrado?

Agora uma música que exprime bem o Doors way of life da época.



keep your eyes on the road, your hands upon the wheel

sábado, 2 de julho de 2011

Festival de Fotografia da Natureza

Encontro em Lünen, na Alemanha, terá palestras, seminários e prêmios.

Anote aí na agenda. Nos dias 29 e 30 de outubro em Lünen, na Alemanha, acontecerá o 19º Festival Internacional de Fotografia da Natureza, onde fotógrafos e visitantes do mundo inteiro debaterão sobre o ofício de registrar a flora e, sobretudo, a fauna do planeta.
 
Além de palestras e seminários, serão divulgados durante o evento os resultados de dois prêmios de fotografia promovidos pela Gesellschaft Deutscher Tierfotografen, a Sociedade Alemã de Fotógrafos de Natureza: GDT European Wildlife Photographer 2011 e o Fritz Pölking Award 2011.
 
Num dos seminários programados para o evento está prevista a palestra do biólogo marinho Alexander Mustard. O assunto: o avanço das tecnologias nas fotografias subaquáticas. Já o fotógrafo finlandês Markus Varesvuo, especializado em pássaros, falará sobre a arte de fotografar aves na neve.

“Fotografar aves é muito divertido. Seja pela aparente infinita variedade de cores e desenhos na plumagem, suas variadas técnicas de sobrevivência, sua incansável procura por alimento e capacidade de caça, seja pela maneira como elas criam filhotes na natureza e em meio aos homens ou pelo fato de que elas voam – algo que os distingue da maioria das outras criaturas. Não há falta de inspiração”, disse.

Já o fotógrafo russo Sergey Gorshkov apresentará sua visão do Delta do Okavango, na África. “Cada dia na África traz algo novo. Nunca sabemos o que vai acontecer em um minuto. É impossível tirar só uma foto de uma paisagem porque ela muda o tempo todo, ela nova a cada dia. É impossível até haver imitação. E como cada fotógrafo vê o mundo de forma diferente. Todos tiramos fotografias únicas”, salientou.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Rumos Itaú Cultural: inscrições prorrogadas

O Itaú Cultural ampliou a data limite para as inscrições  de projetos na terceira edição do programa Rumos Educação cultura e Arte, cujo edital foi lançado em fevereiro deste ano. Os interessados em participar agora têm até o dia 8 de julho para enviar o seu projeto à instituição. As informações sobre as inscrições estão no site www.itaucultural.org.br/rumos

Programa de incentivo à formação de profissionais que desenvolvem projetos de arte e cultura fora do contexto escolar de todo o país, o Rumos Educação, Cultura e Arte tem foco em propostas diferenciadas nos campos da cultura e da arte por meio da educação não formal. Na edição 2011-2013, o Rumos tem como público-alvo profissionais que realizam ações em museus, instituições culturais, organizações do terceiro setor ou grupos informais que se identificam como educadores; arte/educadores; educadores sociais; artistas; artistas-formadores; mestres; mediadores e agentes culturais.

Serão selecionados até 15 profissionais como forma de reconhecimento, valorização e estímulo aos seus trabalhos entre pessoas físicas, com foco na formação. Os trabalhos serão selecionados por uma comissão independente composta por profissionais de reconhecida atuação neste setor. O resultado será comunicado aos contemplados por e-mail ou correspondência a partir de 15 dezembro deste mesmo ano. A lista também será divulgada pela imprensa e pela internet no site do Itaú Cultural -  www.itaucultural.org.br/rumos