quinta-feira, 7 de julho de 2011

FESTIVAL PAULÍNIA DE CINEMA: UMA HISTÓRIA DE SUCESSO

Em 2005, a Secretaria de Cultura de Paulínia começou uma revolução na área cultural da cidade. Foi o ano em que começou a se desenhar o Polo Cinematográfico de Paulínia e teve início a construção do Theatro Municipal de Paulínia.

Em 2008, com o desenvolvimento do Polo e os primeiros filmes sendo rodados na cidade, era natural que a Secretaria criasse uma janela para exibir as produções rodadas ali, criando um espaço para o encontro e a troca de experiências entre os agentes do Polo, produtores e diretores. Profissionais que ainda não conheciam o Polo passaram a ver nele as oportunidades para seus novos projetos. Nascia o primeiro Paulínia Festival de Cinema.

Em 2009, a nova administração na Prefeitura de Paulínia e em sua Secretaria de Cultura apostou na continuidade de todos os projetos. Foram construídos cinco estúdios com escritórios, incluindo um estúdio de animação, para atender ainda melhor os produtores e diretores que vêm filmar em Paulínia. Assim, mais de um filme começou a ser rodado ao mesmo tempo, garantindo-se equipe e estrutura eficientes para todos.

A nova estrutura englobava ainda um departamento de Film Commission, responsável por atrair novos projetos ao Polo; o Espaço Cultura (escola de formação profissional); e o Theatro Municipal de Paulínia. Em 2011, o Polo é uma realidade consolidada, que gera centenas de empregos e movimenta milhões de reais na cidade.
Um festival que veio para ficar 

Em seu primeiro ano, em 2008, o  Paulínia Festival de Cinema consagrou o filme de terror “Encarnação do Demônio”, de José Mojica Marins, o Zé do Caixão. Selton Mello também saiu consagrado com seu primeiro longa-metragem como diretor, “Feliz Natal”. Darlene Glória, diva dos anos 70, levou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante. Cláudia Abreu e Ângelo Paes Leme foram premiados por sua atuação em “Os Desafinados”, de Walter Lima Jr. Entre os documentários, o grande vencedor (pelo júri e pelo público) foi “Simonal, Ninguém Sabe o Duro que Dei”, de Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal. 
Elenco de "5X Favela" - Melhor Longa-Metragem por voto do Júri Popular em 2010 
Contando novas Histórias

Em 2009, o Paulínia Festival de Cinema teve um maior número de inscritos nas categorias longa e curta-metragem. O thriller “Olhos Azuis”, de José Jofilly, saiu consagrado com seis prêmios, entre eles os de melhor filme, roteiro, ator coadjuvante (Irandhir Santos) e atriz coadjuvante (Cristina Lago). “O Contador de Histórias”, comovente filme de Luiz Villaça estrelado pela portuguesa Maria de Medeiros, ficou com o Grande Prêmio do Júri. O prêmio de direção e o prêmio da crítica ficaram com o gaúcho “Antes que o Mundo Acabe”, de Ana Luiza Azevedo. O festival ainda exibiu o drama “Quanto Dura o Amor?”, de Roberto Moreira, sobre os conflitos amorosos de jovens em São Paulo. O documentário “Só Dez por Cento é Mentira”, ensaio livre sobre a vida do poeta Manoel de Barros, venceu o prêmio máximo da categoria.
A vez da favela

O Paulínia Festival de Cinema 2010 consagrou os cineastas das favelas do Rio com “5x Favela, agora por nós mesmos”, filme coletivo de Manaíra Carneiro, Wagner Novais, Rodrigo Felha, Cacau Amaral, Luciano Vidigal, Cadu Barcellos e Luciana Bezerra, num projeto idealizado por Cacá Diegues. O filme levou seis prêmios, entre eles os de melhor filme, roteiro e montagem. “Bróder”, filme de Jefferson De sobre três amigos no distrito do Capão Redondo, em São Paulo, ficou com o prêmio da crítica. Marcelo Serrado e Fernanda de Freitas consagraram-se melhores atores com o romance “Malu de Bicicleta”, dirigido por Flávio Tambellini. O documentário “Leite e Ferro”, de Claudia Priscila, foi escolhido o melhor documentário pelo júri. E um outro documentário entusiasmou o público, levando-o a aplaudir de pé por mais de cinco minutos: “Lixo Extraordinário”, de Lucy Walker, Karen Harley e João Jardim, depois indicado ao Oscar de melhor documentário. O filme ficou com o prêmio do público e um prêmio especial do júri.

Uma grande safra

Em 2011, de 7 a 14 de julho, o  Paulínia Festival de Cinema chega à sua quarta edição já reconhecido pelo público e pelos profissionais de cinema, reunindo em sua seleção alguns dos melhores filmes do ano. A abertura será com o aguardado “Corações Sujos”, adaptação de Vicente Amorim para o livro de Fernando Morais sobre os nipo-brasileiros que não acreditavam na derrota do Japão na Segunda Guerra, com Du Moscovis no elenco. A competição inclui os novos filmes de Selton Mello como ator e diretor (“O Palhaço”, que tem ainda Paulo José); “Meu País”, primeiro longa de André Ristum, estrelado por Rodrigo Santoro, Débora Falabella e Cauã Reymond; “Onde Está a Felicidade?”, comédia de Carlos Alberto Riccelli com Bruna Lombardi; “A Febre do Rato”, novo filme do pernambucano Cláudio Assis, diretor de “Amarelo Manga”; “Os 3”, de Nando Olival, parceiro de Fernando Meirelles no filme “Domésticas”; e “Trabalhar Cansa”, de Marco Dutra e Juliana Rojas, selecionado para o Festival de Cannes.

Um grande ano para consolidar o  Paulínia Festival de Cinema como o festival de cinema mais importante do país.

Um comentário:

  1. Amei esse post!!!
    Amo a cidade de Paulínia!
    Minha filha de 17 anos nasceu nesta linda
    cidade, tão tranquila, tão limpa, civilizada,
    sinto saudade da praça, dos restaurantes, da
    vida que a gente levava!
    Adoro quando leio coisas sobre a cultura
    crescendo na cidade!!!!!

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